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COMO SE ORGANIZA UM JORNAL

Um jornal é geralmente dividido em editorias temáticas que agrupam os assuntos mais comuns da actualidade. Cada editoria ou secção tem um editor (a pessoa responsável por seleccionar as notícias da sua área e definir com os jornalistas o ângulo de abordagem dos temas) e uma equipa de jornalistas.
Todas as manhãs, os editores do jornal reúnem-se para distribuir as páginas do jornal pelas diversas editorias, de acordo com a actualidade e os acontecimentos previstos na agenda.

A IMPORTÂNCIA DA ORGANIZAÇÃO

A organização de um jornal faz parte da sua identidade e é facilmente reconhecida pelos seus leitores habituais. A sua estrutura é fundamental para orientar a leitura e ajudar as pessoas a encontrarem mais facilmente as diferentes secções.
A maneira como um jornal está estruturado é também um contributo importante para a sua objectividade. Por exemplo, normalmente, os artigos de opinião surgem junto do editorial ou em páginas separadas das restantes notícias, procurando-se assim que a opinião e os factos se distingam claramente.

A SEPARAÇÃO ENTRE FACTOS E OPINIÕES

Factos e opiniões devem ter lugar num jornal, no entanto é essencial a sua separação: um leitor deve saber quando está a ler notícias (e logo está a ter conhecimento de factos objectivos) e quando está a ter acesso a artigos de análise ou opinião.
Só com esta separação rigorosa é possível uma informação credível e isenta que contribua para o real esclarecimento dos leitores.

AS EDITORIAS MAIS COMUNS

Os diários de maior circulação e as revistas de informação geral têm normalmente as seguintes editorias:

Nacional:

Notícias do país, de interesse nacional. Pode incluir os acontecimentos políticos do país.

Internacional:

Notícias relacionadas com política internacional, relações externas, diplomacia, economia internacional, cultura estrangeira, etc.

Economia:

Notícias relacionadas com as actividades produtivas do país. Esta editoria pode ser dividida em sub-editorias (por exemplo, Macroeconomia, Mercado Financeiro e Empresas).

Sociedade:

Notícias ligadas aos Comportamentos, Saúde, Consumo, Família, Emigração. Pode incluir as notícias do mundo da Educação e da área de Ambiente.

Cultura:

Acontecimentos culturais de maior relevo da sociedade (teatro, música, cinema, literatura, artes plásticas, etc)

Desporto:

Notícias da actualidade desportiva, em todas as suas modalidades. Treinos e resultados, contratações, provas, atletas, etc.
A classificação dos assuntos próprios de cada editoria pode variar, assim como o nome dado às próprias editorias. Exemplos:
-- em alguns jornais o tema “Ambiente” entra na auditoria “Sociedade”, enquanto noutros tem uma editoria própria;
-- a editoria que agrupa as notícias nacionais pode chama-se em alguns jornais “País” e noutros “Nacional”;
-- a “Política” pode ter direito a uma editoria própria ou ser tratada na editoria “Nacional”.

Para além destas editorias, digamos que principais, podem existir outras secções, como:

Local (ou Cidade):

Reúne as notícias de interesse regional ou local.

Ciência e Tecnologia:

Temas de interesse científico (pesquisas, descobertas) ou notícias sobre inovações tecnológicas. Pode também tratar as notícias mais ligadas à economia dentro desta área (empresas de sector tecnológico) e as notícias do mundo da informática (em alguns jornais, este tema faz parte de uma secção própria).

Polícia:

Acontecimentos relacionados com segurança (crimes, acções de protecção civil, etc).

Social:

Notícias sobre a vida em sociedade, geralmente sobre "celebridades" públicas.
Nos jornais de maior circulação é costume existirem também editores específicos de Arte e Fotografia. O editor de Arte ou editor Gráfico é responsável pelo “aspecto” do jornal. A sua função é manter a linha gráfica do jornal (uma parte muito importante da identidade do jornal) e encontrar soluções, dentro desta linha, para tornar a informação organizada, clara, legível, bem hierarquizada. Em simultâneo, deve preocupar-se em tornar as páginas atraentes aos olhos dos leitores.

 

CARACTERÍSTICAS DAS DIFERENTES EDITORIAS

As editorias abrangem temas bastante diversos, alguns deles mais populares, outros um pouco menos atraentes aos olhos dos leitores, pela especificidade de conhecimentos a que obrigam ou porque dizem respeito a assuntos que lhes são distantes.

Cada editoria tem características próprias que obrigam a modos de funcionamento particulares. Alguns exemplos:
-- A editoria que cobre as notícias locais ou regionais é muitas vezes a que é mais sujeita às pressões dos leitores por poder ser uma via de defesa dos seus direitos como cidadãos, consumidores ou eleitores.
-- Por cobrir acontecimentos que têm lugar fora do país e dizer respeito a pessoas e acontecimentos que estão distantes, a editoria “Internacional” pode ter algumas dificuldades em prender a atenção dos leitores. As notícias devem ter um enfoque claro, explicando claramente o que está em causa, devem, também saber contextualizar os leitores, recorrendo a mapas, glossários, listagem de perguntas/respostas, etc.

 

O PERFIL DOS JORNALISTAS NAS DIFERENTES EDITORIAS

Cada editoria tem jornalistas com um perfil próprio, dotados de conhecimentos específicos e capazes de responder às exigências da sua área temática, de modo a informar os leitores da forma mais completa e clara possível.

Alguns exemplos:
-- um jornalista que cubra os acontecimentos da editoria “Local” ou “Cidade” deve ser alguém que se adapte a uma grande variedade de abordagens. Deve conhecer as instituições públicas e privadas, as ONG’s e associações de cidadãos locais, as suas responsabilidades, causas e reivindicações. Deve ter boas noções sobre a legislação relacionada com ambiente, construção, direitos do consumidor, arquitectura, património, saúde pública, etc.
-- um jornalista da editoria de “Política” deve ser alguém capaz de analisar os acontecimentos em diferentes cenários de curto, médio e longo prazo, antecipando as consequências que poderão afectar os cidadãos. Deve ser alguém extremamente imparcial, que não confunda notícias ou reportagens com crónicas de opinião, uma vez que a forma como relata os acontecimentos poderá dar origem a juízos de valor, escolhas partidárias, etc., com consequências nos destinos do país. Deve, igualmente, possuir um grande background de informação sobre História Contemporânea, Política, Economia, etc.

 

CONCEITOS-CHAVE

Secção

Corresponde a cada uma das áreas temáticas de um jornal.

Editor de secção

Tem como funções coordenar os trabalhos da sua secção, ajudar a definir o ângulo de abordagem das notícias com os jornalistas e ainda editar as peças jornalísticas realizadas para a sua secção.

Conselho Editorial

É um órgão consultivo que integra notáveis e colaboradores do jornal. São funções deste conselho: definir a linha editorial da publicação, verificar se a linha editorial traçada está a ser cumprida e aconselhar a direcção.

SABER MAIS

Livros

30 Anos de Jornalismo Económico em Portugal (1974-2004), de Christiana Martins, Livros Horizonte. A área da Economia já foi definida como “uma ferramenta maravilhosa para compreender os problemas comuns, como a educação, a saúde, a descriminação e a família”. Este livro procura definir esta área do jornalismo, questionando as suas características e fronteiras e traçando a sua evolução ao longo dos últimos 30 anos.

Jornalismo Político em Portugal,
A cobertura de eleições na imprensa na televisão (1976-2001) de Estrela Serrano, Edições Colibri. Uma análise da cobertura jornalística das campanhas para a eleição do Presidente da República, na imprensa e na televisão, no período 1976-2001.

Online

O jornalismo especializado na sociedade da informação
bocc.ubi.pt

Elementos fundamentais para a prática do jornalismo científico, de Claudio Bertolli Filho, 2006, BOCC (Biblioteca Online de Ciências da Comunicação da Universidade da Beira Interior):
bocc.ubi.pt