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Em toda a história da imprensa, esta talvez seja a época que tem trazido mudanças mais rápidas ao mundo do jornalismo.

Grande parte destas mudanças estão relacionadas, como não podia deixar de ser, com o acesso à Internet de um número cada vez maior de pessoas. De praticamente qualquer ponto do mundo, a qualquer hora, milhões de pessoas têm acesso a uma gigantesca quantidade de portais, sites e blogs com informação, fotografias e vídeos de acontecimentos que podem ter acabado de acontecer.
Como ouvimos tantas vezes dizer, “o mundo tornou-se uma aldeia global”.

Obviamente que todas estas mudanças trouxeram novos desafios ao mundo do jornalismo e da imprensa. Há quem vaticine o fim dos jornais em papel e há, pelo contrário, quem assegure que, ao longo da História, sempre que surge um novo media, há sempre pessoas a afirmar que os media antigos têm os dias contados…
A verdade é que a televisão não matou os jornais, como tantos diziam ser mais do que certo. Da mesma maneira que não matou a rádio e nem sequer o cinema. A história tem provado que, depois de uma fase de “ajuste”(em que as pessoas que passam de uns meio para outros), os media têm tendência a voltar a estabilizar.
No entanto, também não se pode ignorar que a Internet veio, de facto, para ficar e revolucionar o modo como acedemos à informação e ao entretenimento. A maioria dos jornais tem sabido acompanhar esta mudança, mantendo, a par das suas edições em papel, portais de informação dinâmicos, onde para além das notícias do dia é possível consultar uma grande quantidade de informação extra como dossiers especiais, vídeos, fóruns, inquéritos, galerias de fotografias etc.
A tendência tem sido a de procurar explorar sinergias entre os dois suportes (papel e digital), procurando fazer da Internet uma extensão natural do jornal em papel, onde os leitores encontram maior interactividade e suportes que até há pouco tempo eram exclusivos das televisões e da rádio (clips em formato vídeo e áudio, por exemplo).

Novas formas de fazer jornalismo

Dizem alguns jornalistas que nunca, em toda a história, existiu uma época tão boa para contar histórias e levar informação às pessoas como esta que agora vivemos: a Internet trouxe uma série de novas ferramentas que não faz sentido ignorar.
Há quem diga também que os jornalistas do futuro serão uma espécie de “homens e mulheres dos sete instrumentos” que dominarão uma série de competências. Saberão escrever, mas também fotografar, filmar, editar…

Não saberemos como será o futuro, mas o mais certo (tão certo que já está a acontecer) é que a indústria do jornalismo já mudou e vai continuar a mudar.

Vantagens do papel

  • Mais facilmente transportável e manuseável.
  • Permite uma consulta mais rápida e intuitiva.
  • Pode ser rapidamente folheado, emprestado, recortado… ... e do digital
  • São suportes mais interactivos
  • Permitem uma reacção imediata às notícias
  • Facilitam a realização de inquéritos, debates, webcasting etc.
  • Permitem criar ligações a dossiers ou artigos de fundo com mais desenvolvimentos sobre os temas.
  • Permitem economizar na impressão e distribuição.

“Perigos” do jornalismo digital

Qualquer pessoa com um computador e uma ligação à Internet pode, hoje, fazer um jornal e dá-lo a conhecer ao mundo. Isto significa que qualquer pessoa pode plagiar conteúdos, produzir notícias falsas, corromper a informação original, não seguindo as regras básicas do jornalismo, como verificar dados ou cruzar diferentes fontes.

A Internet traz ainda um outro perigo que é o da rápida multiplicação de um erro: da mesma maneira que uma notícia verdadeira corre o mundo, também uma informação errada se espalha com a maior das facilidades, podendo ser repetida até ao infinito.

Por todas estas razões, será cada vez mais importante e valorizada a credibilidade e o bom nome de um jornal. Os leitores precisarão cada vez mais de referências reputadas dentro do meio jornalístico: jornais e jornalistas que inspirem a sua confiança.
Em papel ou digital, a verdade dos factos e o jornalismo feito com ética continuará a ser aquele que a maioria dos leitores querem ler, ver e ouvir.

 

CONCEITOS-CHAVE

RSS

Significa “Really Simple Syndication”. Permite fazer uma assinatura para ter acesso a um feed de informação que é transmitido para um leitor RSS ou programa de navegação na Internet.

Feed

Em inglês significa “alimentar”. Os Feeds permitem acompanhar os novos conteúdos de um site ou de um blog sem ter que o visitar. Sempre que um novo conteúdo é publicado, o assinante do “feed” pode lê-lo imediatamente.

Microblogging

É um modo de publicação em blog que permite aos donos dos blogues fazerem actualizações breves de texto (normalmente menos de 200 caracteres) e publicá-las para que sejam vistas por todos ou apenas por um grupo restrito de pessoas. Os textos podem ser enviados via web, SMS, e-mail, MP3 etc (exemplo: Twitter).

Web 2.0

Designa uma segunda geração de comunidades e serviços na Internet, como wikis (conteúdo feito com a participação dos utilizadores) ou redes sociais. Caracteriza-se por uma maior colaboração e interacção entre usuários.
Não diz respeito a uma mudança técnica na web ou a uma nova web, mas a uma mudança na forma como a web é utilizada pelas pessoas.

Podcasting

É um sistema de transmissão de arquivos através da Internet que permite receber automaticamente, por exemplo, notícias, programas de rádio ou vídeo sem ter que se visitar o site onde estes conteúdos são produzidos. Sempre que há uma nova edição, a pessoa é avisada e o podcast é descarregado no seu computador.
Para receber um podcast , basta que a pessoa faça uma assinatura do conteúdo que lhe interessa receber.

SABER MAIS

Ponto Media
O blogue sobre ciberjornalismo do jornalista António Granado.

Jornalismo e Comunicação
Blog colectivo do projecto Mediascópio, Universidade do Minho.

Jornalismo 2.0
Um guia de cultura digital na era da informação, de Mark Briggs
(É possível descarregar um PDF)


Os Diários Generalistas Portugueses em Papel e Online de António José Lopes da Silva, Livros Horizonte.
O estudo feito ao Correio da Manhã, Diário de Notícias, Jornal de Notícias e Público analisa a evolução dos Media na Internet e a forma como este novo suporte tem vindo a ser integrado nos órgãos de informação.


Os Diários Generalistas Portugueses em Papel e Online
de António José Lopes da Silva, Livros Horizonte
O estudo feito ao Correio da Manhã, Diário de Notícias, Jornal de Notícias e Público analisa a evolução dos Media na Internet e a forma como este novo suporte tem vindo a ser integrado nos órgãos de informação.


A presença dos principais diários generalistas portugueses na Internet: uma breve incursão, artigo de Pedro Pereira Neto, 2005, BOCC (Biblioteca Online de Ciências da Comunicação da Universidade da Beira Interior):
www.bocc.ubi.pt


Blogues: entre a opinião e a participação
[Catarina Rodrigues, 2005, BOCC (Biblioteca Online de Ciências da Comunicação da Universidade da Beira Interior): www.bocc.ubi.pt


E-publishing ou o saber publicar na Internet
António Fidalgo, 2002, BOCC (Biblioteca Online de Ciências da Comunicação da Universidade da Beira Interior): www.bocc.ubi.pt


Comunicação e Jornalismo na Era da Informação
Organização de Gustavo Cardoso e Rita Espanha, Campo das Letras