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AS FUNÇÕES DE UM JORNAL

Um jornal serve essencialmente para informar os seus leitores.
Apesar de poder proporcionar também momentos mais lúdicos, a
sua função principal deve ser a divulgação, de modo rigoroso, de factos da actualidade que sejam do interesse das pessoas.
Para além dos factos, um jornal pode e deve trazer análises e opiniões sobre os acontecimentos, já que estes géneros jornalísticos dão aos leitores diferentes perspectivas da actualidade que contribuem para alargar a sua percepção do mundo. Quer os factos noticiados, quer as opiniões veiculadas contribuem para lançar o debate público, incentivar a troca de ideias e, assim promover uma cidadania participada e mais responsável — uma das missões centrais de um jornal.

 

VIGIAR, ANALISAR, TRAZER A PÚBLICO, INFORMAR, FORMAR, ENTRETER...

Uma das funções do jornalismo é vigiar os diferentes agentes de poder de uma sociedade, analisando os seus actos, explicando o seu contexto e as suas consequências. A sua função é também trazer a público assuntos de interesse que podiam passar despercebidos ou assuntos mal esclarecidos que merecem ser clarificados. Mas não só. O jornalismo deve informar sobre todos os acontecimentos e problemáticas que dizem respeito aos cidadãos e isto inclui acontecimentos culturais e desportivos, notícias de economia, acidentes, etc.
Outras das funções essenciais de um jornal é a de contribuir para a formação cívica dos leitores (sensibilizando-os para as questões ambientais, por exemplo) e também para o seu entretenimento.

 

A SEPARAÇÃO ENTRE FACTOS E OPINIÕES

Factos e opiniões devem ter lugar num jornal, no entanto é essencial a sua separação: um leitor deve saber quando está a ler notícias (e logo está a ter conhecimento de factos objectivos) e quando está a ter acesso a artigos de análise ou opinião.
Só com esta separação rigorosa é possível uma informação credível e isenta que contribua para o real esclarecimento dos leitores.

 

Para que não serve um jornal?

“Sendo o jornal uma empresa que produz e divulga notícias, não pode servir interesses criados, nem outros interesses além do seu interesse de informar. O jornal não serve para dar cumprimentos, tecer loas, promover partidos, personalidades ou ideais, ganhar eleições, forjar mitos, arregimentar hostes ou empreender guerras santas. Nem o inverso. O jornal não serve para desacreditar pessoas ou instituições, pagar favores, perseguir inimigos, encetar campanhas, comprometer-se com acções de propaganda ou servir de trampolim para se atingirem fins velados de naturezapessoal.” Anabela Gradim, Manual de Jornalismo, Livro de Estilo do Urbi et Orbi (jornal digital do Curso de Ciências da Comunicação da Universidade da Beira Interior), bocc.ubi.pt

 

CONCEITOS-CHAVE

Jornalismo

É a actividade profissional que lida com factos e notícias.
Jornalismo define-se também como a prática de recolher, redigir, editar e publicar informações sobre acontecimentos da actualidade.

Imprensa

Designa o conjunto de meios de comunicação onde é exercido o jornalismo e outras formas de comunicação informativa.
A palavra “imprensa” tem origem no processo de impressão criado por Gutenberg no século XV e que foi usado para imprimir jornais a partir do século XVII.
A partir de meados do século XX, para além de impressos em papel, os jornais passaram a ter lugar noutros media (rádio, televisão, Internet), mantendo-se, contudo o termo “imprensa” para os designar.

Liberdade de imprensa

Liberdade de imprensa é um dos princípios através dos quais os estados democráticos asseguram a liberdade de expressão aos seus cidadãos e associações.
Diz sobretudo respeito às publicações escritas que são postas em circulação mas, segundo alguns autores, o termo “imprensa” pode alargar-se a outros media.
A liberdade de imprensa, o direito a informar e a ser informado estão consagrados nas Constituições de diversos países e fazem parte da Declaração Universal dos Direitos do Homem e da Carta fundadora da UNESCO.

Director

É a pessoa que representa o jornal (e que responde por ele quando há qualquer problema). Segundo a lei de imprensa, são competências do director: orientar e determinar o conteúdo do jornal, elaborar o seu estatuto editorial , designar os jornalistas com funções de chefia e coordenação, presidir ao conselho de redacção e representar o jornal perante as autoridades.

SABER MAIS

Livros

Os Elementos do Jornalismo, de Bill Kovach e Tom Rosenstiel

Colecção “Comunicação”, da Porto Editora.

O Jornalismo Explicado aos Jovens... e aos Outros, de José Jorge Letria, Terramar

Manual de Jornalismo Impresso, o informativo de João Simão, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Online

Para quem escrevem os jornalistas?, um artigo de Rita Correia, 2008, BOCC (Biblioteca Online de Ciências da Comunicação da Universidade da Beira Interior):
bocc.ubi.pt

Uma história breve do jornalismo no Ocidente, de Jorge Pedro Sousa, 2008, BOCC (Biblioteca Online de Ciências da Comunicação da Universidade da Beira Interior):
bocc.ubi.pt

Uma história do jornalismo em Portugal até ao 25 de Abril de 1974 Jorge Pedro Sousa, 2008, BOCC (Biblioteca Online de Ciências da Comunicação da Universidade da Beira Interior):
bocc.ubi.pt