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JORNALISMO - O quê, quem, quando, onde, como e porquê?

Antepassados dos jornalistas
A invenção da imprensa
Liberdade da Imprensa e o Poder da Informação
Algumas datas na História do Jornalismo
A Revolução do Século XX
Diário de Notícias: Um Jornal com História

 

Antepassados dos jornalistas

Quem são os antepassados dos jornalistas?
Os trovadores da Idade Média ou os feiticeiros africanos? Os mensageiros da Antiguidade ou os oficiais dos Estados feudais que afixavam editais?
Na verdade, todos.
A comunicação faz parte, desde sempre, da História do Homem. Porque os homens vivem a comunidade, a necessidade de partilhar informação, contar estórias e satisfazer a curiosidade natural é tão antiga quanto o próprio Homem.
Trovadores e jograis da Idade Média, feiticeiros africanos e jornalistas da actualidade partilham assim uma função ao longo dos tempos: tornar comum, à letra, o significado da palavra comunicar.

As primeiras redes de recolha e difusão da informação remontam à Antiguidade, época em que as notícias eram transmitidas oralmente ou por escrito e tendo por destinatários públicos mais ou menos alargados. Na Suméria e na Mesopotâmia, primeiras pátrias da escrita, foram criadas publicações em suportes de cera ou argila com os selos cilíndricos e cunhas.
Na Roma Antiga, o imperador Júlio César mandou gravar em tábuas de pedra uma lista dos eventos que iriam ter lugar; mais tarde, sob o governo do imperador Augusto, as tábuas evoluíram para os Acta Diurna, uma espécie de jornal que relatava notícias militares, obituários, feitos do desporto, entre outros temas, afixado em espaços públicos.

Para vários historiadores, o primeiro jornal em papel foi publicado na China, no século VIII e chamava-se Notícias Diversas.
Em 1908, os chineses comemoraram o milenário do jornal Ta King Pao (Gazeta de Pequim), apesar de a informação não ter comprovação absoluta. Todavia, há notícias de um primeiro esboço de jornal ter sido publicado na China mil antes da era de Cristo, o Kinf-Pao. O Egipto da Antiguidade também tinha os seus "jornais" , à época suportes de sátiras e de correspondência.
Mais tarde, na Idade Média, os pregoeiros desempenharam as mesmas funções, sendo criados suportes como os cartazes-editais que tornavam pública a informação.
Na primeira metade da Idade Média, as folhas escritas com notícias comerciais e económicas eram comuns nas ruidosas ruas das cidades burguesas. Em Veneza, estas folhas eram vendidas pelo preço de uma gazeta, moeda local, de onde surgiu o nome de muitos jornais.

O PRIMEIRO JORNAL, MADE IN CHINA?

Para vários historiadores, o primeiro jornal em papel foi publicado na China, no século VIII e chamava-se Notícias Diversas.
Em 1908, os chineses comemoraram o milenário do jornal Ta Kink Po (Gazeta de Pequim), apesar de a informação não ter comprovação absoluta. Todavia, há notícias de um primeiro esboço de jornal ter sido publicado na China mil anos antes da era de cristo, o Kinf-Pao. O Egipto da Antiguidade também tinha os seus "jornais", à época suportes de sátiras e de correspondência.

A invenção da imprensa

A partir do século XV, o mundo descobriu novos mundos e a sede de notícias aumentou. Paralelamente, os homens redescobriam o seu lugar no mundo e a sua capacidade de nele intervir. Movimentos como o Renascimento, a par com as reformas religiosas e a prosperidade da Europa criaram as condições propícias ao aparecimento de uma nova forma de transmitir a informação.
Às condições políticas, económicas e culturais propícias somaram-se duas novidades, na vida de todos os dias, que iriam criar o ambiente em que nascem os primeiros jornais: a criação dos correios e a invenção da prensa por Gutenberg.
Em 1440, o alemão Johannes Gutenberg desenvolve, a partir das técnicas usadas nas prensas utilizadas para espremer o vinho, uma prensa gráfica que estaria na origem de uma das maiores revoluções na história da humanidade: a possibilidade de reproduzir suportes escritos, sejam livros, brochuras ou jornais, em série, alargando o conhecimento e a informação a um leque alargado de pessoas. Até aí, a informação escrita era, maioritariamente, assegurada por monges copistas, edições limitadas e de circulação restrita. Gutenberg criou os tipos móveis: caracteres avulsos gravados em blocos de madeira ou chumbo, que eram reagrupados numa tábua para formar palavras e frases do texto.
Esta arte propagou-se com uma rapidez impressionante pela Europa. A imprensa foi particularmente activa nas cidades universitárias e nas cidades comerciais. Veneza, Paris, Frankfurt e Antuérpia eram alguns dos expoentes desta revolução.

A imprensa periódica, ainda assim, precisaria de mais de século e meio sobre a invenção da tipografia para se tornar uma realidade. A verdade é que desde o século XVI, as notícias já eram um " bem" que se comprava e vendia.

As gazetas do início do século XVII eram pequenos cadernos de 4 a 8 páginas, às vezes ilustrados com gravuras em madeira. Eram folhas de notícias em que se relatavam um acontecimento importante: batalha, festas, etc. Os pasquins surgiram mais tarde, representavam um novo tipo de folhas volante. Os libelos surgiram no início do século XVI, eram consideradas folhas volantes que alimentavam as polémicas religiosas e, depois, políticas (boatos, injúrias, etc, eram comuns). A periodicidade era variável e não se podia falar de jornalismo, no sentido contemporâneo do termo, mas sim em redes de difusão de notícias utilizando suportes impressos.
Na França revolucionária, no final do século XVIII, as gazetas, passaram a jornais diários de informação e foram, de facto, os primeiros jornais informativos. Estas  folhas revolucionárias misturavam um conjunto de géneros: a prosa clássica, injúrias e insultos.